Caso Orelha: MP pede novas diligências sobre morte de cão após conclusão do inquérito
A medida visa sanar dúvidas que ainda cercam o episódio de violência contra o animal, que morreu no início deste ano.
O Ministério Público de Santa Catarina decidiu solicitar novas diligências à Polícia Civil para aprofundar as investigações sobre a morte do cão Orelha, ocorrida em Florianópolis. O promotor encarregado do processo requisitou uma ação específica aos investigadores, embora os detalhes desse pedido permaneçam sob sigilo. A medida visa sanar dúvidas que ainda cercam o episódio de violência contra o animal, que era muito conhecido na região da Praia Brava, um dos principais pontos turísticos da capital catarinense.
FIQUE POR DENTRO DAS NOTÍCIAS EM TEMPO REAL:
De acordo com o inquérito conduzido pela Polícia Civil, Orelha teria sofrido agressões no dia 4 de janeiro deste ano. Moradores locais o encontraram apenas no dia seguinte, momento em que foi levado a uma clínica veterinária. Apesar dos esforços para salvá-lo, o cão não resistiu aos ferimentos e faleceu. O caso gerou forte comoção entre os frequentadores e residentes da Praia Brava, onde o animal vivia e recebia cuidados da comunidade local.
Embora a Polícia Civil tenha dado o caso por encerrado em 3 de fevereiro, apontando um adolescente como o autor das agressões e solicitando sua internação, o Ministério Público manifestou entendimento divergente. O órgão considerou que o material probatório apresentado inicialmente continha lacunas significativas, impedindo uma conclusão segura sobre a dinâmica dos fatos. Por esse motivo, a Justiça optou por postergar a análise do pedido de internação do jovem até que as novas diligências solicitadas sejam devidamente concluídas e analisadas.
As investigações seguem em segredo de Justiça, mas o processo já envolveu inclusive a exumação do corpo do animal para a produção de um laudo pericial detalhado. Além do adolescente apontado como autor direto, os pais e um tio do jovem também foram indiciados sob suspeita de envolvimento no caso. A nova fase de apurações busca consolidar as provas necessárias para que o Ministério Público possa formalizar sua posição jurídica definitiva sobre a trágica morte que abalou o litoral norte da Ilha.
Nos siga no
Google News